Defesa de Bolsonaro pede que Exército não fique permanentemente com armas apreendidas

 Advogados solicitam ao STF manutenção do prazo de 90 dias e afirmam que armamento não deve ser destruído ou doado

Redação CTN - 25/08/2026 | 20:44

REUTERS/Adriano Machado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta terça-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Comando do Exército não fique permanentemente com as dez armas de fogo apreendidas pela Polícia Federal (PF) em julho.

Em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados solicitaram a manutenção do prazo regulamentar de 90 dias para a destinação do armamento. A defesa também pediu que as armas não sejam destruídas nem doadas.

Na segunda-feira (24), a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia solicitado que as armas fossem encaminhadas ao Exército. A transferência depende de autorização do STF.

A Polícia Federal informou que não cabe à corporação definir a destinação definitiva das armas apreendidas por determinação judicial.

A apreensão ocorreu no contexto das medidas determinadas por Moraes contra Bolsonaro. Ao prorrogar por tempo indeterminado a prisão domiciliar do ex-presidente, o ministro também revogou seu porte de arma.

Na mesma decisão, Moraes determinou a apreensão de uma pistola que pertencia a Bolsonaro e que foi encontrada com um sargento do Exército durante uma abordagem policial em Brasília.

A solicitação da defesa ainda será analisada pelo Supremo.