Operação Pretense cumpre mandados e investiga fraudes em contratos públicos em Coronel Sapucaia e região

 Ação do MPMS aponta suspeitas de corrupção, desvio de recursos e irregularidades em licitações

Da Redação - 31/03/2026 | 17:34

Foto: MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul realizou, na manhã desta terça-feira 31, uma nova etapa da investigação que apura irregularidades em contratos públicos. A ação faz parte da segunda fase da Operação Pretense, denominada “Mão Dupla”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas judiciais, nas cidades de Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

Entre as determinações da Justiça estão o afastamento de dois servidores públicos de suas funções, além da imposição de medidas cautelares, como a proibição de frequentar prédios públicos, manter contato com outros investigados e o uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações apontam suspeitas de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, corrupção e pagamentos irregulares envolvendo contratos da Prefeitura de Coronel Sapucaia. Segundo o Ministério Público, o esquema pode envolver agentes políticos, secretários municipais, servidores públicos e empresários da região.

A primeira fase da operação ocorreu em dezembro de 2024 e já havia como alvo a administração municipal e empresas ligadas a um grupo familiar da cidade. Nesta nova etapa, os investigadores buscam aprofundar o entendimento sobre o funcionamento do suposto esquema.

O nome “Mão Dupla” faz referência a uma expressão que, de acordo com os investigadores, era utilizada nas negociações ilegais: “Você me ajuda que eu te ajudo”.

Em nota, a Prefeitura de Ponta Porã afirmou que não possui qualquer relação com a operação e que não é alvo das investigações. A administração municipal destacou que eventuais medidas cumpridas na cidade ocorreram em endereço privado, sem vínculo com a gestão atual, e reforçou seu compromisso com a transparência e a legalidade.