Operação “Não é Não”: PCERJ prende suspeito de estupro coletivo em Copacabana

 Jovem de 19 anos estava foragido desde a expedição de mandado de prisão preventiva; polícia segue à procura de outros três adultos investigados

Da Redação - 02/03/2026 | 13:16

Reprodução

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta terça-feira (3), o jovem Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro. Ele é um dos quatro adultos indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro, no bairro de Copacabana.

Mattheus era considerado foragido desde que a Justiça expediu mandado de prisão preventiva no âmbito da operação “Não é Não”, deflagrada para investigar o caso. Imagens registradas pela CNN Brasil mostram o suspeito, vestindo camiseta preta, caminhando pela delegacia acompanhado por um agente.

A condução do preso até a 12ª DP (Copacabana) foi realizada sob estratégia para evitar exposição. Ele chegou à unidade policial em um veículo descaracterizado, acompanhado por dois agentes à paisana. No momento da entrada na delegacia, os policiais atravessaram o portão rapidamente, conduzindo o detido em passo acelerado.

Segundo o inquérito policial, o crime foi classificado como uma “emboscada planejada”. As investigações apontam que a vítima teria sido atraída até um imóvel por seu ex-namorado, um adolescente de 17 anos, que utilizou a relação de confiança para convidá-la por meio de mensagens de aplicativo. No local, a jovem teria sido trancada em um quarto e submetida a violência sexual e agressões físicas praticadas pelo grupo.

O exame de corpo de delito realizado no Instituto Médico-Legal (IML) confirmou lesões compatíveis com o relato da vítima, incluindo hemorragias e escoriações.

Com a prisão de Mattheus Verissimo, a polícia mantém as buscas por outros três adultos que seguem com mandados de prisão preventiva em aberto: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18) e João Gabriel Xavier Bertho (19). O adolescente envolvido responderá por ato infracional conforme as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A defesa de João Gabriel nega as acusações e sustenta que houve consentimento por parte da jovem.