Monitoramento contínuo de glicose amplia segurança e autonomia de crianças com diabetes
Novas diretrizes internacionais recomendam sensores desde o diagnóstico e tecnologia promete mais controle e tranquilidade para famílias
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| Foto: MedLevensohn |
O diagnóstico de diabetes na infância transforma profundamente a rotina familiar. Horários rígidos de medição, controle alimentar constante e o risco de hipoglicemias noturnas passam a fazer parte do cotidiano, muitas vezes limitando a autonomia da criança.
Nesse contexto, os sistemas de monitoramento contínuo da glicose (CGM) vêm ganhando espaço por permitir acompanhamento frequente, preciso e menos invasivo.
A adoção dessa tecnologia está alinhada às novas diretrizes da International Society for Pediatric and Adolescent Diabetes (ISPAD), que reforçam a recomendação do uso de sensores contínuos em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 desde o diagnóstico.
Entre as novidades disponíveis no mercado está o Smart 2.0, da MedLevensohn, indicado para crianças a partir de 2 anos de idade. O sensor realiza leituras automáticas a cada minuto e envia os dados diretamente ao celular, eliminando a necessidade de escaneamento manual. Ao todo, são cerca de 288 medições por dia, permitindo identificar oscilações glicêmicas ao longo das 24 horas.
MAIS PREVISIBILIDADE NA ROTINA ESCOLAR E FAMILIAR
Para pais e cuidadores, a segurança durante a noite e no período escolar é uma das maiores preocupações. Sistemas que contam com alarmes configuráveis para episódios de hipo e hiperglicemia permitem intervenções rápidas e reduzem riscos.
O Smart 2.0 possibilita ainda o compartilhamento remoto das informações com até 50 pessoas, incluindo responsáveis, familiares e profissionais de saúde, ampliando o monitoramento e o cuidado coletivo.
Outro diferencial relevante é o formato integrado em peça única, sem transmissor separado, o que reduz o volume do dispositivo e facilita o uso em crianças pequenas.
Com autonomia de até 15 dias e possibilidade de aplicação no braço ou abdômen, o sensor busca equilibrar precisão clínica e adaptação à rotina infantil, ampliando o acesso a tecnologias que contribuem para um controle glicêmico mais estável desde os primeiros anos de vida.
Especialistas destacam que o uso dessas ferramentas pode melhorar a qualidade de vida das crianças, reduzir episódios de emergência e oferecer maior tranquilidade às famílias, tornando o manejo do diabetes mais seguro e previsível.
