Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório no STF e processo avança para fase final

 Ausência do ex-deputado pode acelerar andamento da ação em que ele é acusado de coação no curso do processo

Da Redação - 15/04/2026 | 12:00

 Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu, nesta terça-feira (14), ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal em que é réu por coação no curso do processo. Com a ausência, o caso pode avançar para as etapas finais antes do julgamento.

Eduardo não constituiu defesa particular e, por isso, é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, informou que o interrogatório ficou prejudicado devido à falta do réu.

O magistrado abriu prazo de cinco dias para que a DPU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) informem se desejam a realização de novas diligências. Caso não haja pedidos adicionais, o processo seguirá para a fase de alegações finais — última etapa antes do julgamento, em que acusação e defesa apresentam suas manifestações.

Eduardo Bolsonaro é acusado pela PGR de tentar interferir no andamento de processos relacionados à tentativa de golpe de Estado. O caso envolve também o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi posteriormente condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

Segundo a acusação, o ex-deputado teria buscado apoio junto ao governo dos Estados Unidos, então liderado por Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras. A estratégia, de acordo com a PGR, incluía a tentativa de impor sanções e tarifas ao Brasil e a ministros do Judiciário como forma de retaliação ao julgamento.

Ainda conforme a Procuradoria, Eduardo Bolsonaro e o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, também réu na ação, teriam atuado em conjunto para ameaçar ministros do STF por meio de articulações internacionais. A acusação aponta que ambos exploraram contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.

Com o avanço do processo, o STF deverá analisar as alegações finais das partes antes de marcar a data do julgamento.