Prefeitura de Coronel Sapucaia diz que investigação da Operação Mão Dupla é sobre gestão anterior

 Administração atual afirma que apurações do Gaeco envolvem fatos entre 2020 e 2024

Da Redação - 31/03/2026 | 21:35

(Divulgação)

A Prefeitura de Coronel Sapucaia se manifestou, por meio de nota, sobre a Operação Mão Dupla, deflagrada nesta terça-feira 31 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

Segundo o posicionamento oficial, a investigação trata de fatos ocorridos entre os anos de 2020 e 2024, período anterior à atual gestão municipal. “Trata-se de investigação sobre fatos supostamente ocorridos no período de 2020 a 2024, não se referindo a fatos praticados pela atual administração”, informou a prefeitura.

A operação é a segunda fase da Operação Pretense e tem como alvo um grupo empresarial suspeito de fraudar licitações e contratos públicos no município. As investigações apontam possíveis crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção passiva e pagamentos irregulares.

Durante a ação, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, além de 13 medidas cautelares, como proibição de acesso à prefeitura, impedimento de contato entre investigados e uso de tornozeleira eletrônica. Também foram executados mandados de busca pessoal e afastamento de funções públicas nas cidades de Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

Na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2024, já haviam sido cumpridos mandados na prefeitura e em empresas ligadas a um grupo familiar da cidade. Na ocasião, o Gaeco apontou irregularidades como a contratação de empresa sem sede, patrimônio ou funcionários para execução de obras públicas.

Até 2024, o município era administrado pelo então prefeito Rudi Paetzold. Em 2025, a prefeita Niágara Kraievski assumiu o cargo.

O nome “Mão Dupla” faz referência a uma expressão que, segundo os investigadores, era utilizada nas negociações ilegais: “Você me ajuda que eu te ajudo”.

O caso segue sob investigação e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades.