Trump afirma que líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em ataques; Teerã não confirma
Possível morte do aiatolá aumenta incertezas políticas e pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio
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| Foto: MANDEL NGAN e KHAMENEI.IR / AFP |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto durante os ataques conjuntos realizados por forças americanas e israelenses contra o país neste sábado (28). Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente a informação.
Khamenei esteve no comando do Irã por quase quatro décadas, exercendo autoridade máxima sobre o sistema político e religioso da República Islâmica. Durante seu período no poder, manteve uma postura rígida interna e externamente, rejeitando reformas estruturais e reprimindo manifestações da oposição.
No cenário internacional, o líder iraniano sustentou posição fortemente crítica aos Estados Unidos e recusava reconhecer a existência do Estado de Israel, fatores que contribuíram para décadas de tensão geopolítica na região.
Analistas apontam que, caso a morte seja confirmada, o Irã poderá enfrentar um período de instabilidade política, já que o cargo de líder supremo concentra poder religioso, militar e institucional. A sucessão envolve o Conselho de Especialistas e pode gerar disputas internas entre alas conservadoras e reformistas.
A eventual ausência de Khamenei também pode alterar o equilíbrio estratégico no Oriente Médio, influenciando conflitos regionais, alianças militares e o futuro do programa nuclear iraniano.
Enquanto a informação permanece sem confirmação oficial por Teerã, a comunidade internacional acompanha com cautela os desdobramentos, diante do risco de escalada militar e instabilidade regional.
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