Ataques entre EUA, Israel e Irã deixam mais de 200 mortos e ampliam risco de guerra regional

 Ofensiva militar e retaliações atingem múltiplos países do Oriente Médio e elevam tensão global

Da Redação - 28/02/2026 | 16:47

- REUTERS

Mais de 200 pessoas morreram em consequência dos ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28), segundo a emissora estatal iraniana Press TV, com base em dados do Crescente Vermelho Iraniano. O balanço mais recente contabiliza 201 mortos e 747 feridos em 24 províncias do país.

Entre as vítimas, 85 pessoas morreram após um ataque atingir uma escola feminina no sul do Irã, informou a agência estatal IRNA, citando o promotor da cidade de Minab, onde a unidade escolar estava localizada.

Ofensiva militar e justificativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciou “grandes operações de combate” contra o Irã, afirmando que o objetivo é neutralizar capacidades militares estratégicas e destruir o programa nuclear iraniano.

Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump acusou Teerã de rejeitar oportunidades para abandonar suas ambições nucleares e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais”. Israel também confirmou a participação em ataques contra alvos iranianos.

Diferentemente de ofensivas anteriores, como a realizada em junho de 2025, os bombardeios começaram à luz do dia, na madrugada de sábado — primeiro dia útil da semana no Irã — quando milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e escolas. Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que, desta vez, as operações militares podem se estender por vários dias.

Retaliação iraniana amplia tensão regional

Em resposta, o governo iraniano lançou uma série de ataques considerados sem precedentes em diferentes pontos do Oriente Médio. Explosões foram registradas em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A escalada militar aumenta o risco de um conflito regional mais amplo e gera preocupação internacional devido aos possíveis impactos na segurança global, nas rotas marítimas estratégicas e no fornecimento mundial de petróleo.

Autoridades internacionais e organismos multilaterais acompanham a situação com atenção, enquanto crescem os apelos diplomáticos por contenção e por uma solução que evite o agravamento do conflito.