Ministério da Saúde alerta para risco de sarampo durante a Copa do Mundo de 2026

 Fluxo internacional de viajantes pode favorecer reintrodução do vírus no Brasil, que mantém status de país livre da doença

Da Redação - 23/04/2026 | 16:11

Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil diante do aumento da circulação de viajantes internacionais durante a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México — países que enfrentam surtos ativos da doença.

Segundo nota técnica, o cenário atual nas Américas é preocupante, com alta transmissibilidade do vírus e crescimento expressivo de casos. A pasta destaca que o retorno de brasileiros infectados ou a entrada de estrangeiros contaminados pode reacender a circulação do sarampo no país.

Apesar de o Brasil ter recuperado, em 2024, o status de livre da circulação endêmica da doença, o risco permanece elevado. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, sendo a maioria em pessoas não vacinadas. Em 2026, até março, dois casos já foram registrados, ambos sem histórico de vacinação.

O ministério reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e orienta que viajantes atualizem a caderneta antes de embarcar. A recomendação é tomar a vacina tríplice viral com pelo menos 15 dias de antecedência para garantir a proteção adequada.

Entre os países-sede da Copa, os números chamam atenção. O Canadá registrou mais de 5 mil casos em 2025, enquanto o México ultrapassou 6 mil casos no mesmo período. Já os Estados Unidos notificaram mais de 2 mil casos, com novos registros já em 2026.

Especialistas alertam que eventos de grande porte, como a Copa do Mundo, aumentam a circulação de pessoas e podem acelerar a disseminação de doenças infecciosas.

Além da vacinação, o Ministério da Saúde orienta que viajantes fiquem atentos a sintomas após o retorno ao Brasil, como febre e manchas vermelhas pelo corpo, e procurem atendimento médico imediato em caso de suspeita.

A pasta também destaca a necessidade de reforço na vigilância epidemiológica e na cobertura vacinal, já que ainda existem bolsões de pessoas não imunizadas no país, o que aumenta a vulnerabilidade a surtos.

Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam que manter a vacinação em dia é essencial não apenas para proteção individual, mas também para evitar a volta de doenças já controladas no Brasil.