Lula defende o Pix e rebate críticas dos Estados Unidos sobre sistema de pagamentos
Presidente afirma que ferramenta brasileira não será alterada e destaca importância para a população
| Ricardo Stuckert / PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira 2, críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Durante evento em Salvador, Lula afirmou que o sistema deve continuar sendo aprimorado para atender às necessidades da população, mas não sofrerá mudanças por pressão externa.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou o presidente, ao se referir à ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil.
As críticas constam em relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que aponta preocupação de empresas americanas com um suposto tratamento preferencial dado ao Pix em relação a outros sistemas de pagamento. O documento menciona que o Banco Central cria, opera e regula o sistema, além de exigir sua adoção por instituições financeiras com mais de 500 mil contas.
O tema também já havia motivado, no ano passado, a abertura de uma investigação interna nos Estados Unidos sobre práticas comerciais consideradas “desleais” por parte do Brasil. Entre os pontos levantados está a suposta vantagem do Pix em relação a outras plataformas, como o WhatsApp Pay, da Meta, controlada pelo empresário Mark Zuckerberg.
Na ocasião, o governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que o Pix foi criado para garantir segurança e eficiência ao sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. Também destacou que modelos semelhantes vêm sendo estudados por outros bancos centrais, como o Federal Reserve.
O Pix foi lançado oficialmente em novembro de 2020 e rapidamente se tornou um dos principais meios de pagamento no país, sendo amplamente utilizado por consumidores e empresas.
Durante o evento, Lula também participou de ações do Novo PAC voltadas à mobilidade urbana e visitou as obras do Veículo Leve sobre Trilhos da capital baiana, projeto que conta com investimentos federais superiores a 1,1 bilhão de reais.
A agenda marcou ainda a saída do então ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deixa o cargo para disputar as próximas eleições. A pasta passa a ser comandada pela Miriam Belchior, que ocupava a função de secretária-executiva.