Goiânia aposta em nova tecnologia para reduzir acidentes com instalação de lombadas de borracha
Dispositivos modulares prometem mais segurança, rápida instalação e maior durabilidade em vias de alto risco
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A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito iniciou, nesta semana, a implantação de uma nova tecnologia voltada à segurança viária em Goiânia: os redutores de velocidade modulares em borracha.
As primeiras unidades foram instaladas em pontos considerados críticos para acidentes, como a Avenida Perimetral, no Setor Coimbra, a Avenida Pio Corrêa, no Jardim Mariliza, e a Rua Barão de Mauá, no Parque Oeste Industrial.
Diferente das lombadas tradicionais de asfalto, os novos dispositivos são produzidos com borracha vulcanizada de alta resistência, equipada com proteção contra raios UV e capacidade para suportar veículos pesados de até 30 toneladas por eixo.
A iniciativa faz parte de um plano emergencial que prevê a instalação de 250 unidades em toda a capital, com o objetivo de reduzir rapidamente os índices de acidentes em áreas urbanas com grande fluxo.
Entre os principais diferenciais do novo modelo está a instalação a seco, feita por meio de fixação mecânica com parafusos e chumbadores, o que permite a liberação imediata da via, sem necessidade de tempo de cura, como ocorre nas lombadas convencionais.
Os dispositivos também contam com superfície antiderrapante e faixas refletivas, garantindo maior visibilidade durante a noite. Outro ponto destacado é a padronização, com extensão média de cinco metros, cobrindo toda a faixa de rolamento e evitando desvios laterais de veículos.
Segundo a SET, cada unidade tem custo médio de 3,5 mil reais, valor que inclui não apenas o material, mas também sinalização e responsabilidade técnica do projeto.
A adoção da tecnologia foi baseada em estudo técnico que identificou a necessidade de intervenções rápidas em locais com risco iminente. A contratação emergencial busca evitar interrupções nas ações de segurança viária enquanto um processo licitatório definitivo é concluído.
Os equipamentos seguem as normas da ABNT e da Resolução 600 de 2016 do Contran, garantindo padronização e acessibilidade.
Especialistas em mobilidade destacam que a modularidade facilita a manutenção, permitindo a substituição de partes específicas sem a necessidade de reconstrução completa da estrutura.
A eficácia dos primeiros pontos será monitorada pela prefeitura, e os resultados devem orientar a expansão da tecnologia para outras regiões da cidade, reforçando o uso de soluções modernas para preservar vidas no trânsito.
