Trump ameaça enviar agentes de imigração a aeroportos em meio a crise política nos EUA
Impasse sobre financiamento do Departamento de Segurança Interna já dura mais de um mês e afeta funcionamento de aeroportos
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| Roberto Schmidt/Getty Images |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) deslocar agentes federais de imigração para atuar em aeroportos do país, caso os democratas no Congresso não aprovem imediatamente um acordo de financiamento para a segurança aeroportuária.
A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde Trump afirmou que poderá transferir agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para reforçar a segurança nos terminais aéreos. Segundo ele, os agentes fariam um trabalho “como nunca se viu antes”, incluindo ações diretas contra imigrantes em situação irregular.
A ameaça ocorre em meio a um impasse político que já dura cerca de 36 dias e resultou na paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão responsável por áreas como controle migratório e segurança nos transportes.
Com a falta de acordo no Congresso, a crise já afeta diretamente os aeroportos americanos. Agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsáveis pela segurança aeroportuária, estão trabalhando sem receber salários, o que tem provocado faltas, atrasos e longas filas em diversos terminais.
A proposta de Trump, no entanto, gerou críticas. Especialistas e políticos apontam que agentes do ICE não são treinados para realizar funções típicas da segurança aeroportuária, tradicionalmente executadas pela TSA. Além disso, há questionamentos legais sobre a atuação desses agentes em aeroportos, especialmente no que diz respeito a abordagens e detenções sem mandado judicial.
O embate entre republicanos e democratas gira principalmente em torno de políticas de imigração. Enquanto aliados de Trump defendem medidas mais rígidas e maior poder para o ICE, parlamentares democratas exigem limites na atuação da agência e mais garantias de direitos civis.
Diante da falta de consenso, o cenário segue indefinido. A crise evidencia a forte polarização política nos Estados Unidos e levanta preocupações sobre os impactos na segurança nacional e no funcionamento de serviços essenciais, como o transporte aéreo.
