Vereador de Praia Grande é investigado por suspeita de exploração sexual de menores e gera repercussão por contradição com lei de proteção infantil
Parlamentar que propôs lei de proteção à infância é alvo de investigação por suposto aliciamento de adolescentes, gerando indignação e repercussão pública.
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| Foto: Reprodução e Reprodução/Instagram |
O vereador Diego Vieira (PRD), do município de Praia Grande, no litoral de São Paulo, está sendo investigado por suspeita de oferecer dinheiro e presentes a menores de idade em troca de favores sexuais. As apurações são conduzidas pelas autoridades policiais, que analisam denúncias de aliciamento envolvendo meninos adolescentes.
O caso provocou forte repercussão pública devido à contradição envolvendo o parlamentar. Diego Vieira é autor da Lei Municipal conhecida como “Lei Felca”, criada com o objetivo de combater a adultização e a exploração de crianças e adolescentes no município.
Suspeitas sob investigação
De acordo com as investigações, o vereador é suspeito de aliciar menores oferecendo vantagens financeiras e materiais. As autoridades não divulgaram detalhes completos do inquérito por envolver possíveis vítimas menores de idade e por se tratar de investigação em andamento.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os crimes podem envolver exploração sexual de menores, prática prevista e punida pelo Código Penal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Repercussão e contradição
A situação gerou indignação nas redes sociais e entre moradores da cidade pela ironia do caso: o autor de uma legislação voltada à proteção da infância agora é investigado por supostos crimes contra menores.
Especialistas destacam que casos envolvendo agentes públicos têm impacto ainda maior na confiança da população nas instituições.
Contexto da “Lei Felca”
A chamada “Lei Felca” é uma norma municipal criada em Praia Grande com o objetivo de combater a sexualização precoce e a exploração de crianças e adolescentes. O nome da lei foi inspirado no influenciador digital Felca, que ganhou notoriedade ao denunciar a exploração de menores na internet.
A legislação local não tem relação com o projeto federal conhecido como “Estatuto Digital da Criança e do Adolescente” (PL 2.628/2022), que tramita no Congresso Nacional.
Próximos passos
O caso segue sob investigação. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre denúncia formal do Ministério Público ou eventual afastamento do parlamentar. A Câmara Municipal poderá adotar medidas administrativas caso haja avanço nas apurações.
Enquanto isso, o episódio continua gerando debate sobre responsabilidade pública, proteção da infância e a importância de políticas eficazes para prevenir a exploração de menores.
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