Mãe e filho que haviam realizado o sonho da casa própria morreram após choque elétrico em fazenda de Itaguaru
Família relata que os dois eram inseparáveis e haviam realizado o sonho da casa própria recentemente
Luzia Andrade, de 66 anos, e o filho Herbert Andrade, de 42, morreram após sofrerem um choque elétrico na zona rural de Itaguaru, na região central de Goiás. Segundo familiares, os dois haviam concluído recentemente a construção da casa onde moravam e faziam planos para o futuro.
Em entrevista ao g1, Sara Andrade, sobrinha de Luzia e prima de Herbert, contou que mãe e filho eram muito unidos e levavam uma vida simples, marcada pelo trabalho e pela fé.
“Eles eram muito simples, humildes, amorosos e cheios de sonhos. Herbert tinha uma lavoura de maracujá e eles tinham terminado há pouco tempo de construir a casa”, relatou.
O acidente ocorreu na tarde de 14 de fevereiro, quando os dois lavavam uma sementeira utilizando uma lavadora de pressão na fazenda onde viviam. De acordo com a família, Herbert sofreu o choque primeiro. Luzia chegou a telefonar avisando sobre o acidente, mas também acabou sendo atingida pela descarga elétrica antes da chegada do socorro.
Segundo Sara, o marido de Luzia havia falecido há cerca de um ano, após complicações de uma cirurgia cardíaca. Desde então, Herbert, que era solteiro, assumiu ainda mais responsabilidades com a família.
O velório e o sepultamento ocorreram no dia 15 de fevereiro, em Uruana, a cerca de 30 quilômetros de Itaguaru. Familiares e amigos prestaram homenagens emocionadas. “Foi lindo, com canções e palavras à altura da beleza das pessoas que eles foram”, disse Sara.
Amigos descrevem mãe e filho como trabalhadores e generosos. “Não tenho palavras para dizer o quanto eram pessoas maravilhosas, corretas e muito boas”, afirmou Jurceli Luiz de Carvalho, amiga da família.
O caso foi registrado na Central de Flagrantes e está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente. Para a família, permanece o consolo de que os dois partiram juntos, como viveram. “Eles eram inseparáveis. Um não vivia sem o outro”, concluiu a sobrinha.
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