Lula retorna ao Brasil com agenda política e econômica decisiva para 2026
Eleições, encontro com Donald Trump e debates sobre o fim da jornada 6x1 estão entre as prioridades do governo
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| Foto: Ricardo Stuckert/PR |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Brasília nesta quarta-feira (25), após viagem oficial à Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos, com uma pauta estratégica que envolve articulações políticas, economia e relações internacionais.
Entre os temas prioritários estão o papel do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nas eleições deste ano, a viagem aos Estados Unidos para encontro com o presidente Donald Trump, e as negociações no Congresso Nacional sobre o fim da jornada de trabalho 6x1.
Haddad integrou a comitiva presidencial na Ásia e tem resistido à possibilidade de disputar eleições, embora seja pressionado por aliados e pelo próprio presidente a concorrer ao governo de São Paulo. O ministro já declarou que prefere atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula, mas o presidente avalia que seu nome é competitivo para enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas no maior colégio eleitoral do país.
Inicialmente, Haddad planejava deixar o Ministério da Fazenda em fevereiro, mas afirmou recentemente ter adiado a saída após pedidos do presidente para concluir compromissos estratégicos. Um deles é acompanhar Lula no encontro com Trump, previsto para março, além de participar das discussões sobre o fim da jornada 6x1, tema sensível no cenário eleitoral.
Articulações para as eleições
O presidente tem se dedicado pessoalmente à formação de alianças e palanques estaduais visando consolidar um possível quarto mandato. Em São Paulo, a estratégia envolve fortalecer a base eleitoral com um nome de peso, como Haddad.
Lula também definiu o núcleo de sua campanha. O ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, deve deixar o cargo para coordenar o marketing eleitoral. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, afirmou que participará da campanha, caso seja necessário deixar a função. Já o presidente do PT, Edinho Silva, também integra o grupo político.
Antes da viagem à Ásia, Lula realizou encontros considerados estratégicos com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), apontado como pré-candidato ao governo de Pernambuco.
Aliados afirmam que Lula e Pacheco avançaram nas discussões sobre uma possível candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. A decisão depende de questões partidárias, já que o PSD pode lançar outro nome ao cargo. Pacheco também avalia migrar para um partido de centro, mantendo conversas com o União Brasil e o MDB.
Disputa pelo Senado ganha força
O governo e a oposição tratam a eleição para o Senado como prioridade estratégica. Ministros cotados para disputar vagas incluem:
Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais)
Simone Tebet (Planejamento)
Rui Costa (Casa Civil)
Marina Silva (Meio Ambiente)
Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária)
Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)
Nos próximos dias, Lula deve se reunir com Simone Tebet para definir seu papel na disputa eleitoral. A ministra já sinalizou que pode deixar o cargo até 30 de março e foi incentivada pelo presidente a concorrer ao Senado por São Paulo.
Com a agenda política intensificada, o retorno de Lula marca o início de um período decisivo para articulações eleitorais, negociações institucionais e definição de estratégias do governo para os próximos anos.
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