Alinhamento planetário chama atenção no fim de fevereiro, mas fenômeno não ocorre em linha reta como mostram imagens

 Configuração dos planetas na faixa zodiacal acontece entre os dias 18 e 28 e pode ser difícil de observar

Da Redação - 26/02/2026 | 17:00

Equipe Digital/MCTI


Um fenômeno astronômico tem despertado curiosidade nas redes sociais: o chamado alinhamento planetário, previsto para ocorrer entre os dias 18 e 28 de fevereiro. Apesar da repercussão, a ciência esclarece que os planetas não ficam perfeitamente alinhados em linha reta, como muitas imagens divulgadas na internet sugerem.

Na prática, o que ocorre é uma configuração dos planetas ao longo da faixa zodiacal, região do céu por onde passam as órbitas aparentes dos planetas do Sistema Solar vistas da Terra. Essa faixa foi nomeada pela antiga civilização helênica e abrange 360 graus no céu terrestre.

O primeiro alinhamento ocorreu no dia 20 de fevereiro, envolvendo Terra, Saturno e Netuno. O segundo está previsto para o dia 27, com a participação de Terra, Mercúrio e Vênus.

Segundo o astrônomo Gabriel Hickel, parceiro do Observatório Nacional — unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) — a visualização será difícil. Isso porque Mercúrio e Vênus estarão muito próximos do horizonte oeste logo após o pôr do sol, e a luminosidade do crepúsculo pode dificultar a observação a olho nu.

Para quem deseja tentar observar o fenômeno, a recomendação é procurar um local com visão livre do horizonte oeste, sem prédios, montanhas ou árvores, e aguardar o momento em que o céu esteja suficientemente escuro.

Especialistas também alertam para imagens divulgadas nas redes sociais que mostram os planetas perfeitamente alinhados, igualmente espaçados e com brilho uniforme. Essas representações não correspondem à realidade e podem gerar interpretações equivocadas.

O Observatório Nacional divulgou material explicativo reforçando que o alinhamento planetário é um fenômeno natural e relativamente comum, resultado da disposição orbital dos planetas no mesmo plano do Sistema Solar, e não um evento raro ou extraordinário.