Militar é encontrada carbonizada em quartel do Exército no DF; soldado confessa feminicídio

 Cabo Maria de Lourdes Freire Matos foi morta dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas; soldado Kelvin Barros da Silva admitiu ter cometido o crime e pode pegar até 44 anos de prisão.

Da Redação CTN - 06/12/2025 | 13:21

Reprodução/G1

O corpo da militar Maria de Lourdes Freire Matos, cabo e saxofonista da banda do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, foi encontrado carbonizado na tarde de sexta-feira (5) após um incêndio dentro de um quartel do Exército no Distrito Federal. O caso chocou a corporação e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que localizaram o corpo após controlarem as chamas no setor onde funciona a banda do regimento.

De acordo com a investigação inicial, Maria de Lourdes mantinha um relacionamento com o soldado Kelvin Barros da Silva, também lotado no 1º Regimento. Em depoimento, ele confessou o crime. Silva afirmou que os dois discutiram no local e que a cabo teria sacado a arma de fogo durante o desentendimento. Segundo o relato, ele reagiu golpeando-a com uma faca no pescoço e, em seguida, incendiou o ambiente para tentar ocultar o crime.

O soldado foi preso logo após a confissão e encaminhado ao Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. A instituição confirmou que ele deverá ser excluído das fileiras da Força. Kelvin Barros da Silva responderá pelos crimes de feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual — juntos, os delitos podem resultar em uma pena máxima de até 44 anos de prisão.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal informou que, ao chegar ao local, encontrou “grande quantidade de material combustível”, o que teria favorecido a propagação inicial do fogo. As equipes conseguiram controlar as chamas rapidamente. Até o momento, não foi informado se houve outras vítimas ou feridos além da cabo Maria de Lourdes.

O caso segue sendo investigado pela Polícia do Exército e por autoridades competentes.