Breve abordagem geopolítica mediante conflitos dos EUA e Venezuela

 Entre disputas globais, América Latina e o desafio do Brasil em um mundo multipolar

Alisson Souza | Goiânia – Goiás – Brasil | 06/01/2026 - 16:40

(Foto: ILUSTRATIVA)


O fracasso das organizações internacionais

Em 1914, tivemos o início da Primeira Grande Guerra, que terminou em 1918, a chamada “guerra para acabar com todas as guerras”.

Posteriormente, foi criada a Liga das Nações, com o objetivo de promover a paz mundial por meio da diplomacia, mediando conflitos e incentivando a segurança coletiva. Todavia, sabemos o que aconteceu em 1939, com o início da Segunda Grande Guerra, já que ninguém respeitava as simples “notas de repúdio” da organização, que acabou chegando ao seu fim.

Hoje, temos a Organização das Nações Unidas (ONU), criada em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, e que, ao que tudo indica, poderá ter o mesmo destino da Liga das Nações.

Um mundo dividido por força e influência

O mundo encontra-se dividido entre dois grandes grupos:
países que são potências nos campos político, econômico e militar e países mais fracos, subdesenvolvidos, exportadores de matéria-prima.

Entre as potências, destaca-se a Arábia Saudita, que já deixou claro que, no seu quintal (o Oriente Médio e partes da África), quem manda são eles, adotando um dos jogos mais baixos e sujos da história da humanidade.

China, Rússia e a disputa por territórios estratégicos

A China sonha e fará o possível e o impossível para dominar partes do Sudeste Asiático como sua área de influência e defesa. Taiwan foi cercada no final de 2025, e a ONU emitiu uma nota que foi totalmente desrespeitada pelos chineses.

A Rússia, apesar de viver à sombra do que foi a União Soviética, possui praticamente toda a tabela periódica em seu subsolo. Após o colapso da URSS, o Ocidente tentou “domesticar” os russos.
Sabemos que aquele povo nunca será gentil com interesses externos. Para obter respeito, necessitam demonstrar força e sempre irão se defender caso se sintam ameaçados, seja no Leste Europeu ou na Ásia Central.

Europa, África e o retorno do interesse colonial

França e Reino Unido, duas potências colonizadoras, enfrentam atualmente graves problemas internos e culturais, assim como toda a Europa. No entanto, a história mostra que sabem se reorganizar e se reinventar.

Quando isso acontecer, os europeus buscarão recursos para consolidar sua força, e suas antigas colônias africanas, especialmente na África Subsaariana, estarão no radar.

Índia e Paquistão: nacionalismo e força regional

Índia e Paquistão são países de culturas fortes, que já foram algumas das colônias de exploração mais cruéis da história. Possuem população jovem, forte nacionalismo e certamente marcarão suas posições no mundo.

Estados Unidos e a América Latina

Os Estados Unidos ressuscitam a Doutrina Monroe, colocando-se como os “senhores da América Latina”, controlando riquezas, política e destino, tratando-nos, de forma quase irônica, como seu “quintal estratégico”.

O fator nuclear

O que todas essas potências têm em comum? Armas nucleares.

“Ah, mas a Arábia Saudita não tem.”
De fato, porém está fazendo acordos com o Paquistão, seus irmãos de fé, para a possível instalação dessas armas.

E o Brasil?

E o Brasil? Deveríamos estar no grupo das potências, não é mesmo?
O Brasil precisa pensar no Brasil.

O maior inimigo do latino, muitas vezes, é o próprio latino. A ideia de uma América unida é linda, mas, na prática, é utópica.

Temos mais de 200 milhões de habitantes, somos o quinto maior país do mundo, possuímos água doce em abundância, minerais raros, um dos maiores litorais do planeta e reservas naturais ainda pouco exploradas.

Sul Global e liderança

Nós, brasileiros, não somos vistos como ocidentais. Europeus e estadunidenses não nos enxergam dessa forma. Somos um país do Sul Global e precisamos agir como líderes dessa região do mundo.

Isso exige melhorar nossa infraestrutura, elevar a produção tecnológica, modificar a cultura de degradação, resguardar fronteiras, fortalecer a segurança e a defesa e mudar a mentalidade de liderados para líderesou seremos engolidos e escravizados sem correntes.